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Mosaico Adulto, de Joinville, lança primeiro EP

O mês de fevereiro fechou com mais uma boa novidade para a música catarinense. De Joinville, a banda Mosaico Adulto lançou seu primeiro EP na web na última semana. São cinco faixas divulgadas através do Soundcloud (ouça aqui), com influências declaradas do rock nacional da década de 80 e estilos que se destacaram em décadas seguintes, como o grunge e o indie. O quarteto vem desde 2013 trabalhando nas composições autorais e a primeira leva foi registrada no Bend Studio.

Entre as curiosidades deste mosaico está a função exercida pelo músico Tiago Luis Pereira. Baterista na Somaa, ele assume o posto de frontman e compositor neste projeto. Outra novidade é Paulo César Jr, guitarrista e baterista em outras bandas, como baixista. O grupo ainda conta com André Cidral na bateria e Álvaro Scheid na outra guitarra, que também tocam em outras bandas da cidade.

Com um trabalho muito bem apresentável em mãos, desde composições e arranjos, a gravação e projeto gráfico, a Mosaico Adulto prova que a safra de boas bandas na maior cidade do Estado está diretamente ligada a competência e maturidade dos músicos que se intercalam em diferentes projetos. Novos frutos virão em breve, como o novo disco da Fevereiro da Silva.

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Americanos do The Flying Eyes começam tour brasileira por Santa Catarina

Santa Catarina terá a honra de receber os dois primeiros shows da tour brasileira da banda americana The Flying Eys. Com apresentações em Florianópolis, na sexta-feira (06/03), e em Rio do Sul, no sábado (07/03), o quarteto de Baltimore fará ainda mais cinco shows no país, passando pelos estados do Rio de Janeiro, Goiás e São Paulo. Na América do Sul, a banda faz hoje o seu segundo e último show na Argentina.

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Em Floripa a apresentação será na Célula, com abertura de duas novidades locais: a instrumental Monte Resina e a psicodélica/stoner Kill All The Superstars (KATSS). Mais informações aqui.

Já no Alto Vale a The Flying Eyes integra a extensa programação do Grito Rock Rio do Sul. Serão três dias e 17 atrações ao todo, contemplando em grande parte a cena local e regional com apresentações na Gaia Tattoo, Parque Harry Hobus e Porão do Duque, este último onde os americanos farão seu show. Confira todas as informações aqui.

Sobre os americanos

Quarteto de blues rock psicodélico fundado em 2007, quando seus integrantes mal haviam atingido a maioridade, o grupo possui quatro discos no currículo e extensas turnês por todo o continente europeu e norte-americano, além de passagem pela Índia.

A banda possui como características letras intensas e sonoridade calcada em referências como Cream, 13th Floor Elevators e outros mestres lisérgicos dos anos 60 e 70. Essa atmosfera vintage é acentuada pela voz sombria e vigorosa de Will Kelly, cuja timbragem às vezes remete à Jim Morrison na fase ‘Morrison Hotel/L.A. Woman’.

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Rock This Beach acontece neste sábado em Itajaí

Está a procura do que fazer nesta noite no Litoral Norte de Santa Catarina? O Válvula Rock dá a dica: a 5ª edição do Rock This Beach Festival, na Praia Brava, em Itajaí é a melhor opção para este sábado, dia 28. O evento realizado no Soul Beach, no canto da Lagoa, irá reunir três das melhores bandas de rock´n roll da região. Yellow Box, Scarlett e Lenzi Brothers são as atrações do evento que inicia às 23h. Mais informações aqui.

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Léo Maier lança EP de estreia nesta sexta-feira, em Blumenau

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Conceituado guitarrista de blues catarinense, o músico Léo Maier lança nesta sexta-feira, dia 20, seu primeiro EP “Leo Maier Trio”. O show será no Butiquin Wollstein, em Blumenau, cidade natal dele. O trabalho conta com seis faixas, sendo cinco delas releituras e uma do próprio blues man. Os três músicos que participaram das gravações acompanharão Léo Maier no palco. A entrada custa R$15 e o som inicia às 22h30.

As gravações ocorreram durante dois dias no Estúdio Bacca, também em Blumenau, e contaram com a participação do baterista Dayvk Martins e do contrabaixista Emerson Mainhardt. Além do trio, o guitarrista de Floripa Cristiano Ferreira produziu o EP e tocou em três faixas. Léo já disponibilizou na web três músicas, que podem ser ouvidas aqui.

O formato físico está a venda nos shows por R$10. Em março Léo Maier faz mais dois shows divulgação do EP. No dia 12, no Let It Be Pub, em Joinville, e no dia 13, no Holzweg Cervejaria, em Lontras.

Com origem em bandas de rock´n roll na adolescência, Maier descobriu o blues anos depois e passou a homenagear ícones como Muddy Waters, Howlin’ Wolf, Freddie King, Buddy Guy e Little Walter de 2010 em diante. Sua sonoridade mistura o blues tradicional com o jump blues, swing, soul e funk music.

Ahoy! lança coletânea com 50 músicas de artistas que passaram pelo bar

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Em virtude de uma batalha judicial que se arrasta desde 2012, o Ahoy! Tavern Club, de Blumenau, vai finalmente mudar de local. Para celebrar esta mudança de fase na história do bar após 5 anos em seu primeiro endereço, eles lançaram na última semana uma coletânea com 50 músicas de artistas que passaram pela (agora) antiga sede do Ahoy!, na rua Paraíba. Baixe aqui.

De acordo com os sócios da casa, Leonardo Biz e Marcelo Kaiser, “a seleção foi feita tentando representar todos os estilos musicais que formam a essência do nosso bar. Tem indie, pop, stoner, heavy, folk, country, blues, soul, mpb, reggae, surf, ska, hard core, punk e é claro, muito rock”.

Além de nomes nacionais como Wander Wildner e Tenente Cascavel, internacionais como The Blank Tapes (EUA) e Jarrah Thompson Band (Austrália), a coletânea também mostra a importância do bar para a música autoral regional, destacando bandas como Stuart, Calvin, Madeixas, Provisório, We Music, Malungo, Parachamas, Vlad V entre outras.

O problema na justiça começou porque um vizinho entrou com uma ação para barrar os shows promovidos pelo Ahoy!. Isso fez com com que o palco do local não recebesse mais bandas, apenas festas com discotecagens temáticas. Enquanto a situação não tem uma decisão final, os proprietários decidiram procurar um novo espaço para dar continuidade no bar e retornar com as apresentações ao vivo, uma das marcas registradas dos primeiros anos do estabelecimento.

Entrevista: Paulo Reis comenta seu EP duplo

Do indie rock ao erudito, Paulo Reis, músico e compositor de São Francisco do Sul, mostra um leque de referências e boas canções em seu novo trabalho, o EP duplo “Os covardes não vão para o céu”, dividido nos volumes ‘Queda’ e ‘Pardal’. Lançado este mês na web, o EP traz 10 faixas e levou mais de um ano para ser concluído. De novembro de 2013 a janeiro de 2015 ele foi pré produzido no Green Room Estúdio e gravado, mixado e masterizado no 2K Estúdio. Confira uma entrevista com o autor e escute o EP no Soundcloud dele: www.soundcloud.com/eupauloreis.

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Fale um pouco sobre o processo de produção deste álbum, quem participou das gravações e como foi esperar por um ano para lançar um material completo?

Foi um ano de muito trabalho! Por muitas vezes eu achei que não fosse conseguir concluí-lo, não fosse o Kelwin Grochowicz (2K Estúdio). Com as prés (produções) em mãos a gente trabalhou, trabalhou e trabalhou! Kelwin sabe tirar leite de pedra! Tirando a gente, eu pude contar com a participação da Andréa Michailiszen, que cantou em “Valsa para Inocência”, do EP2, minha faixa predileta por sinal.

Porque você escolheu dividir os dois trabalhos em dois EPs, e não fazer um álbum completo com todas as faixas? O que, na sua opinião, difere tanto um do outro?

As ideias mudaram muito no decorrer do trabalho. Inicialmente sairiam 4 faixas e ai outras músicas foram nascendo, evoluindo e no fim analisando o conteúdo e a estética das canções nasceu o conceito do volume 1 e volume 2. Na minha cabeça o EP1 (‘Queda’) tem como instrumento central a guitarra e por sua vez baixo e bateria. Já no EP2 (‘Pardal’) o instrumento central é o violão e por sua vez os instrumentos de arco e outros arranjos. Poderiam estar num mesmo CD, mas o conceito na arte gráfica acabou por ser decisiva.

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Você faz referências em algumas faixas a sua cidade, São Francisco do Sul. Como o cotidiano de uma cidade relativamente pequena e litorânea influencia nas suas composições?

Nasci em São Chico, são 35 anos vivendo aqui. É uma cidade linda e difícil, então é amor e ódio. Um prato cheio pra inspiração!

Pretende levar este trabalho para os palcos? Há pretensão da formação de uma banda para apresentação destas e de outras músicas de sua autoria?

Pois é, boa pergunta! Inicialmente não havia pretensão, mas no momento há alguma possibilidade.

Com relação a produção de um material físico do EP, também é algo que está nos seus planos?

Está e muito, desde o início! Seria perfeito ver o material prensado, mas meus recursos se esgotaram na produção, então a prensagem terá que esperar (por tempo indeterminado).

A uma certa distância, a cena musical de São Francisco parece ter dado uma diminuída na quantidade de shows e festivais em relação há alguns anos. É certa esta constatação? O que tem acontecido em São Chico em termos de produção independente?

Eu estou há quase 2 anos afastado da gestão cultural, isso me deixa meio por fora de como realmente está a cena no momento. Não sobrou muito tempo pra analisá-la com propriedade. Mesmo sem muita atenção eu vejo muitas bandas anunciando seus shows nos canais de internet. Outra coisa que posso te falar é que no 2K Estúdio e Calabouço Records a coisas estão a mil por hora. Diversos artistas independentes e de diversos estilos ensaiando, gravando e produzindo. O autoral está borbulhando! Tiago Constante, Pedro Denis, Death King, Entidade Ilicita, Clã do Subúrbio e Makavélico são só alguns dos artistas que lançaram recentemente material autoral.

Porém, como em outras várias cenas independentes por ai, a nossa sofre de deficiências, tem vários buracos na cadeia produtiva. Isso impede o avanço em vários estágios da produção artística, e requer tempo para ser resolvida. Acredito num boom em algum momento na nossa cena.

Rock ‘n Beer de Verão acontece nesse domingo na Praia Brava em Itajaí

O Festival Rock ‘n Beer, tradicional evento que une a cultura da cerveja artesanal e do rock autoral, inova para 2015 e realiza neste domingo um versão de Verão, com três bandas e três cervejarias. A festa ocorre a partir das 11h de domingo (25/01), no Soul Beach, localizado na beira da Praia Brava, no canto da lagoa (acesso pela praia dos amores), em Itajaí.

Estão escalados para o palco do Rock ‘n Beer de Verão as bandas de Itajaí Ninguém Sabe e Léo Maier and Handmade Blues Benny, e a banda de Balneário Camboriú Scarlett. Os shows começam a partir das 15 horas, e antes a discotecagem da equipe Válvula Rock e de André Fuqui rolam soltas.

Já para quem aprecia cervejas artesanais, as três opções oferecem cervejas premiadas e de grande qualidade. As cervejarias Itajahy e Schorstein, essa última de Pomerode, e o empório Beer House, de Itajaí, oferecem diversos tipos de chopps e cervejas especiais. Para quem gosta de uma boa gastronomia, o Soul Beach terá venda de porções como batata frita, mandioca, iscas de peixe, iscas de frango, lula e camarão. Dentro do local também funciona uma hamburgueria, que oferece três opções de hamburgueres Gourmet.

O Rock ‘n Beer de Verão é organizado pela produtora Válvula Rock e pelo Clube Cervejeiro Give Me a Beer. “Esta é uma versão reduzida de nosso festival, que acontece todos os anos, em setembro, no Centreventos Itajaí e chega à sua Terceira edição em 2015, a ser realizada nos dias 11 e 12 de setembro. O grande diferencial desta edição é o contato direto com a praia e o clima de verão”, destaca Flavio Roberto, organizador do evento.

Os ingressos antecipados estão à venda até este sábado, ao preço de R$ 25, em Itajaí na Beer House (Av. Marcos Konder, 950, centro), e em Balneário Camboriú na Three Cool Cats (Av. Brasil, 820) e no Wagners Europa Lanches (Rua 2.400, n˚ 220). Na hora, a entrada custa R$ 30.

Cartaz Rock-n Beer de Verão

Sugar Kane dá “último” rolê em Santa Catarina neste final de semana

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Chegando ao seu 18º ano de serviços prestados ao hardcore nacional, a banda paranaense Sugar Kane decidiu fazer uma pausa nas atividades neste ano e até março estará em uma turnê de “despedida” dos palcos. Bastante conhecido em Santa Catarina, o grupo escolheu duas cidades catarinenses para incluir neste “último rolê” pelo Brasil.

Curiosamente, é justamente na despedida que a Sugar Kane passará pela primeira vez em Joinville. Neste sábado, dia 10, o grupo se apresenta no Mr. Bean, com abertura da também paranaense No Reply e da banda local Super Brava. Mais informações sobre este show aqui. Já neste domingo o grupo segue para Florianópolis, onde toca no Inside Corner. Antes, sobem ao palco as bandas Bizibeize e Ratclif. As informações sobre este show estão aqui.

Os paranaenses contam com um currículo admirável dentro do cenário independente nacional. São sete discos de estúdio, três Eps e 2 DVDs ao vivo. Desde 1997 na estrada, a banda já passou pelos palcos europeus e norte-americanos. A Sugar Kane também esteve presente na primeira edição do Festival Válvula Rock, primeiro evento organizado pela produtora, no ano de 2007.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=s3Gwj5zrsmQ&w=420&h=315]

14 discos catarinenses que marcaram o ano

O ano de 2014 está prestes a terminar e dele ficarão uma série de bons registros para os anais da música catarinense. O Válvula Rock listou 14 deles que seguem caminhos mais próximos do rock e suas vertentes, levando em consideração apenas álbuns tidos como completos. Foram deixados de lado os EP´s, que contam com menos faixas e são mais comuns na atualidade, em especial entre bandas que estão começando a construir uma carreira e identidade musical.

A lista também traz uma notável distribuição regional, indo do Oeste ao Litoral, do Norte ao Sul. Os álbuns não têm uma ordem classificatória, porque não foram usados critérios como notas ou pontuações para eles. Sentiu falta de algum disco? Deixe sua sugestão nos comentários! Boa viagem musical e até 2015!

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Banda: Variantes
Disco: Tudo Acontece
Cidade:
Chapecó

Quatro anos depois do seu premiado segundo disco, ‘Com Prazer’, a Variantes sabia que tinha uma missão difícil ao preparar seu novo trabalho. Talvez por isso tenha demorado tanto tempo para pintar com algo novo de estúdio. O trio, que teve um quarto integrante incorporado depois da gravação de ‘Tudo Acontece’, não repetiu a categoria do álbum antecessor, mas também não decepcionou o seu público. A pegada sessentista, adicionada as boas levadas de folk e country rock, revela um apanhado de boas canções como a faixa título, “Vontade nos Dentes” e “Viver Como Um Guri”.

A produção no estúdio Mubemol, feita pela banda em parceria com Gilberto Ribeiro Júnior também ajudaram a reforçar a competência de uma das melhores bandas de rock´n roll do Estado. O disco foi gravado no Rio Grande do Sul, terra do selo que assina o lançamento do álbum, o 180.

A novidade para 2015 é que ‘Tudo Acontece’, distribuído gratuitamente na web neste ano, terá uma tiragem em CD e vinil. Os formatos físicos só foram possíveis graças a um projeto de financiamento coletivo, que arrecadou R$15 mil para custear as prensagens.

Escute e baixe: www.variantes.com.br

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Banda: Gustavo Kay e Os Hóspedes do Chelsea
Disco:
Porres, Ressacas e Canções
Cidade:
Blumenau

Conhecido artista do underground catarinense, autor de uma série de hits alternativos a frente da banda Stuart, Gustavo Kaly encontrou em São Paulo uma sequência de parcerias musicais que lhes renderam maior notoriedade no meio independente brasileiro.

Neste período de morada na capital paulista, Kaly preparou um disco solo com um grupo seleto de convidados, o qual batizou de Hóspedes do Chelsea. Curiosamente um deles é Marco Brito, que em Santa Catarina encabeçava a finada banda Jeans. Brito tocou baixo, violão e guitarra em ‘Porres, Ressacas e Canções’.

Lançado em fevereiro deste ano, o álbum traz uma maioria de músicas inéditas e algumas que já haviam circulado por aí, emprestadas ao Wander Wildner ou por outro projeto capitaneado por Kaly, o URRA. “Boas Notícias” e “Os Últimos Românticos da Rua Augusta” ganharam até alguns ajustes nos arranjos, mas as letras continuam sendo o ponto forte de Kaly. Suas composições guardam boas sacadas, fazendo jus ao estilo ‘punk brega’. O pano de fundo quase sempre é o folk, embora alguns riffs e solos mais encarnados surjam aqui e acolá.

Entre as inéditas, o disco traz boas novidades como o single que virou clipe, “Reflexões de Uma Terça-Feira a Tarde” e “O Último Tango”, onde Kaly revela o tino apurado para canções de amor. O trabalho foi lançado pelo selo paulista Hearts Bleed Blue.

Escute e baixe: kalyeoshospedesdochelsea.bandcamp.com

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Artista: Ruca
Disco:
Marte
Cidade:
Itajaí

Talentosa compositora itajaiense, a guitarrista e vocalista Ruca Souza se lançou neste ano em carreira solo. Ex-líder da banda Café Brasilis, Ruca estreou com o álbum Marte e mostrou ter acertado na sua decisão de partir para uma nova empreitada na cara e na coragem. Com patrocínio da Lei de Incentivo a Cultura de Itajaí e apoio do Válvula Rock Discos, o trabalho foi produzido por Alexandre Siquera e gravado no Play Records. O lançamento oficial ocorreu no Festival Válvula Rock, em novembro.

São oito faixas que mostram uma evolução nos timbres e composições de Ruca. Neste disco ela está acompanhada de Marcelo Maia (bateria) e Lenon César (baixo), que também passaram pela Café Brasilis, mas em períodos diferentes. Enquanto na sua ex-banda Ruca buscava sonoridades mais brasileiras, desta vez ela mostra desenvoltura com músicas genuinamente roqueiras, como na faixa título e em “Fora”. Outra porta aberta por Ruca leva a harmonias mais calmas e belas, como na ótima “Vento Branco” e em “O Passado”.

Escute e baixe: www.rucasouza.com

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Artista: Marzio Lenzi
Disco:
Second Blues
Cidade:
Lages

Que Marzio Lenzi é um dos guitarristas brasileiros de blues em destaque na atualidade, basta fazer uma pesquisa rápida na internet para saber. Referência em revistas e sites especializados no instrumento, o frontman da Lenzi Brothers rompeu um hiato de 10 anos desde o seu primeiro disco solo com ‘Second Blues’. O álbum foi gravado em um home estudio pelo próprio Marzio, que tocou todos os instrumentos.

Para dar o acabamento que o trabalho pedia, ele chamou alguns parceiros de peso, como Décio Caetano (guitarra), Joe Marhofer (voz e gaita), Ricardo Maca (guitarra) Andrey Garcia (piano e órgão) Gonzalo Araya (gaita) e Greg Wilson (voz). O resultado são 10 faixas do mais puro blues. Entre sete composições autorais e três releituras, fica até difícil indicar esta ou aquela música.

Escute: www.soundcloud.com/marziolenzi

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Banda: Dazaranha
Disco:
Daza
Cidade:
Florianópolis

O Dazaranha é, há anos, um exemplo de carreira bem-sucedida entre as bandas catarinenses que investem no trabalho autoral. O grupo manezinho construiu ao longo de 20 anos uma identidade sonora e cultural e hoje conta com uma legião de fãs pelo Estado. Formado por uma verdadeira seleção de músicos da capital, o Dazaranha deu fim em 2014 ao jejum de 7 anos sem um disco novo de estúdio.

O quinto álbum da banda se chama ‘Daza’ e traz 11 faixas com o DNA do grupo. A produção ficou novamente nas mãos do renomado Carlos Trilha e o disco circula entre a levada reggae habitual e a proximidade com o pop de refrões radiofônicos, trazendo ainda pitadas de samba e MPB, sem perder a peculiaridade ilhéu que a voz de Gazu carrega.

Apesar de agradar aos fãs, ‘Daza’ foi envolto em uma polêmica. Cinco músicas do disco já haviam sido gravadas anteriormente, seja em carreiras solo dos integrantes, interpretadas por outros artistas ou como single do próprio Dazaranha. Este fato chamou a atenção do jornalista Daniel Silva, que postou no blog Rifferama uma resenha citando uma crise criativa do grupo. O texto de Silva reverberou em outros meios da capital e a banda chegou a se pronunciar oficialmente através de sua assessoria de imprensa, rebatendo as críticas.

Escute: www.dazaranha.com.br/2014/?album=daza

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Bandas: Somaa/Sylverdale
Disco:
Clube da Distorção e Quebradeira Vol. II
Cidade:
Joinville

Unir forças e contar com uma mão dos amigos foi a forma que as bandas Somaa e Sylverdale encontraram para viabilizar o disco “Clube da Distorção e Quebradeira Vol. II”. O split com 12 músicas, seis de cada grupo, promove uma divulgação maior a ambos. Eles arrecadaram através de um financiamento coletivo recursos para transformarem o projeto em um material palpável: um CD físico.

A iniciativa deu certo e as 12 faixas gravadas em Joinville soam até certo ponto homogêneas. Não dá pra dizer que Somaa e Sylverdale bebem de fontes diferentes, mas cada qual tem sua peculiaridade. A Somaa, encarregada das seis primeiras faixas, projeta melodias bem construídas sob as letras refectivas de Rafael Zimath. O trio segue uma métrica calculista nos arranjos, com várias passagens, riffs pesados, solos e oscilações entre barulho e calmaria.

Já a Sylverdale entrega de cara a sua afeição ao grunge e o rock alternativo dos anos 90. A tática de som limpo/distorção também está no seu cardápio. Ao contrário da Somaa, a Sylverdale escreve a maioria de suas canções em inglês, com Hesséx Cognato cantando com rouquidão enquanto as guitarras estouram ao fundo, remetendo a camisas de flanela em um porão qualquer. Sem faltar, ao fim, a melancolia de violão e vocal arrastado em “Before It Was Dark”.

Como curiosidade do disco, cada banda gravou uma composição da outra. Foi assim que “Go Ahead”, da Sylverdale, virou “Vá” nas mãos da Somaa. Enquanto “Três”, da Somaa, foi regravada pela Sylverdale, com a adição de teclados.

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Banda: Skrotes
Disco:
Nessun Dorma
Cidade:
Florianópolis

Descrever o som do Skrotes é, ao mesmo tempo, a tarefa mais simples e complicada desta lista. Imagine um trio de música instrumental, formado por bateria, baixo e teclados/synths, com uma centena de referências e um ouvido apurado para transitar entre inúmeras delas em uma única faixa. Os manezinhos do Skrotes fazem essa miscelânea e nada escapa do segundo disco deles, ‘Nessun Dorma’, que abriu 2014 na música catarinense.

Jazz, rock, ska, eletrônico, metal, punk, ritmos brasileiros. As impressionantes apresentações ao vivo foram levadas para uma viagem sonora de paisagens e texturas lisérgicas dentro do estúdio. Não à toa os Skrotes têm circulado por grandes festivais independentes do Brasil, aproveitando um caminho aberto na última década por grupos instrumentais brasileiros. Assim como outros indicados desta lista, o álbum também contou com um empurrãozinho via financiamento coletivo para engrenar.

Escute: www.soundcloud.com/skrotes

skrotesBanda: John Filme
Disco:
Jaromtom
Cidade:
Chapecó

Sem abusar dos trocadilhos, o som da John Filme se encaixaria perfeitamente na trilha sonora de um longa-metragem de ação, rodado na década de 70, com muitas cenas de perseguição e tiroteios. Fazendo rock instrumental com “sangue nos olhos” e distorções sujas, a banda divulgou na internet seu primeiro disco, batizado de Jaromtom.

A dupla formada por Akira Fukai (guitarra) e Fernando Paludo (bateria) não tem piedade de seus instrumentos em boa parte do álbum, fazendo de cada tema uma viagem sonora com espírito garageiro, suprindo com solos, riffs e pratos a ausência da voz. Nas gravações é audível a presença de um baixo, que ao vivo é incorporado quando Wagner Lagemann se junta a banda.

Escute: www.soundcloud.com/john-filme

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Banda: Cassim&Barbária
Disco:
Cassim&Barbária III
Cidade:
Florianópolis

Cada vez que o quarteto Cassim & Barbária dá o ar da graça, uma catarse musical é esperada. Com uma linha de frente tarimbada na cena musical do Sul do país, a banda é formada por três guitarristas: Cassiano Fagundes, Eduardo Xuxú e Gabriel Orlandi. Depois de uma pausa nas atividades, o grupo contou com a adesão recente do baterista Manolo K.

Para conceber seu terceiro trabalho de estúdio, a Cassim & Barbária teve o apoio do Prêmio Elisabete Anderle de Incentivo à Cultura do Governo do Estado e deixou para o último mês de 2014 o lançamento. O CD físico está sendo distribuído pelo selo goiano Monstro Discos.

Sempre primando pelos detalhes, muitos efeitos e melodias que ressoam em uma, duas ou três vozes, a Cassim & Barbária conseguiu de alguma forma soar diferente, de novo. Quem esperava doses fortes do noise promovido em discos anteriores e shows, se deparou com a primeira metade de ‘III’ marcado por faixas mais tranquilas e até inclinadas ao pop.

Com violões e dedilhados, algumas canções levam o ouvinte a uma manhã melancólica de domingo, como em “Dying” e “Cânion”, esta última cantada em português. A incursão na barulheira peculiar e confusa do quarteto fica reservada em “Laguna Schmoll” e “Esgar”. O tom denso e mítico da Cassim & Barbária ainda ressurge em “Bargled”, penúltima canção de ‘III’.

Escute: www.soundcloud.com/cassimf/sets/cassim-barbaria-iii-2014

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Banda: Clube dos Corações Partidos
Disco:
Manual Prático do Esquecimento
Cidade:
Blumenau

O que esperar de um disco chamado ‘Manual Prático do Esquecimento’ de uma banda que se autodenomina Clube dos Corações Partidos? Uma dor de cotovelo enorme nas letras. É mais ou menos isso que acontece, mas de maneira poética e simpática, que casa muito bem com a proposta folk rock da banda blumenauense. Formada por nomes experientes da cena local, o Clube tem um som definido do início ao fim das 10 faixas.

O disco, gravado com a ajuda de um projeto de financiamento coletivo, poderia até soar monótono, mas o violão de Léo Laps ganha o acompanhamento preciso das guitarras de Sid Giacomozzi, e a cozinha bem armada entre Rafael Marcos Bernardes (bateria) e Bruno Lobe (baixo) também não deixa a peteca cair.

São várias as referências de indie rock e música pop colhidas ao longo do ‘Manual’, de Oasis a Legião Urbana, de Beatles a Pavement. Algumas faixas foram reaproveitadas do primeiro EP do grupo, de 2012, como a ótima ‘Amor Coletivo’. Entre as inéditas, “Sempre Amor” conta com a participação do vocalista da banda gaúcha Bidê Ou Balde, Carlinhos Carneiro.

Escute: www.soundcloud.com/clubedoscoracoespartidos/sets/manual-pr-tico-do-esquecimento
Baixe: www.clubedoscoracoespartidos.com.br

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Banda: Os Depira
Disco:
Cada Qual Com Seu Vício
Cidade:
Joinville

O rock´n roll clássico habita cada acorde executado no disco “Cada Qual Com Seu Vício”, segundo trabalho de estúdio da banda Os Depira. Embriagado de influências dos anos 60 e 70, o grupo esteve entre 2013 e 2014 em Curitiba, onde gravou 12 faixas no Nico’s Studio. O projeto foi financiado pelo Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (SIMDEC) da Prefeitura de Joinville.

Com 15 anos de história, a banda teve origem no Distrito de Pirabeiraba e é uma das mais expressivas da cena joinvilense. O entrosamento de anos de palco e o instinto de frontman do vocalista Nuno Albrecht jogam a favor do quarteto, tanto que as bases foram gravadas ao vivo no estúdio. Mais do que fazer o feijão com arroz do rock´n roll, o grupo acertou em cheio na inclusão do teclado de Jacson Araújo e no trio de metais em algumas faixas, como em “Nada Sobrou” e “Lembranças de Um Domingo a Tarde”.

Escute: https://soundcloud.com/osdepira/sets/cada-qual-com-seu-vicio

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Banda: Etílicos e Sedentos
Disco:
V.3
Cidade:
Brusque

Gravado no estúdio Pimenta do Reino, em Florianópolis, com a produção competente de Márcio Pimenta, ‘V.3′ marca a estreia de Egon Formonte nas guitarras da banda. Ex-integrante da Rocket Thieves, Egon acresceu peso e bons riffs a algumas faixas do álbum, como no primeiro single “O Que Dizer?”. Resistente no fronte roqueiro de Brusque há anos, a Etílicos e Sedentos mantém a postura questionadora e crítica nas suas composições deste terceiro disco, talvez por isso algumas músicas lembrem nomes fortes do rock nacional de décadas passadas.

Algumas curiosidades marcam o ‘V.3′, como a participação do vocalista do Dazaranha, Gazu, na música de abertura “Ponto Final”. A faixa “Vício”, é uma regravação da composição da banda Pulsação, enquanto “Velhos Cantando Atrasado”, é originalmente da banda Bandeira Federal. Ambos os artistas homenageados são de Brusque, valorizando a cultura do rock local.

Escute: www.youtube.com/etilicosesedentos

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Banda: Vermelio
Disco:
O Lago da Inspiração
Cidade:
Tubarão

Com nomes conhecidos da cena musical do Sul do Estado, a Vermelio tinha tudo para ser uma inundação de barulho aos ouvidos. Formada por integrantes que trazem no currículo bandas de hardcore e nu metal, a nova aposta musical de André Bresiani (guitarra e voz), Henrique C. Corrêa (baixo) e Leandro Silveira (bateria) não carrega peso nenhum. Pelo contrário, o grupo investe em muito groove e soul e a distorção fica restrita a um ou outro solo, revelando uma veia forte de pop adocicado.

O disco de estreia rendeu à banda o título de revelação da música catarinense em 2014. O Vermelio foi o vencedor do Prêmio da Música Catarinense, passando pela votação popular e também o crivo de um jurado especializado. Mais que o reconhecimento, o trio ganhou instrumentos e um backline completo dos patrocinadores do Prêmio.

Escute: www.soundcloud.com/vermeliooficial/sets/o-lago-da-inspiracao

vermelio

Banda: Miopia
Disco:
Maniacópolis
Cidade:
Joinville

Groove não falta ao disco de estreia da banda Miopia. Desde 2005 na ativa, o grupo começou a produzir ‘Maniacópolis’ em 2012 e contou com o apoio do Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (SIMDEC) da Prefeitura de Joinville para finalizar o projeto neste ano. Inspirados no funk da década de 70, o trio circula ainda por linhas de rock e reggae, explorando bem o baixo pulsante. As letras demonstram um humor ácido, repleto de críticas a sociedade. ‘Maniacópolis’ é uma cidade imaginária, onde o caráter e as características físicas de seus habitantes são postos a prova ao longo das 13 faixas.

Escute: www.soundcloud.com/bandamiopia/sets/maniacopolis

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Escute na íntegra o novo disco da Etílicos e Sedentos

No apagar das luzes de 2014, a banda brusquense Etílicos e Sedentos lançou seu novo trabalho “V.3” na íntegra na web e em formato físico. Como o nome sugere, este é o terceiro álbum do grupo e o CD saiu oficialmente no último dia 19, quando ocorreu o show de lançamento na cidade do quarteto. Já no dia 24 foi a vez de disponibilizá-lo na web através do YouTube, no canal da banda: www.youtube.com/etilicosesedentos. As dez faixas foram reunidas em um único vídeo ou então em links separados.

Gravado no estúdio Pimenta do Reino, em Florianópolis, com a produção competente de Márcio Pimenta, ‘V.3′ marca a estreia de Egon Formonte nas guitarras. Ex-integrante da Rocket Thieves, Egon acresceu peso e bons riffs a algumas faixas do álbum, como no primeiro single “O Que Dizer?”. Outras curiosidades também marcam o disco, como a participação do vocalista do Dazaranha, Gazu, na música de abertura “Ponto Final”. A faixa “Vício”, é uma regravação da composição da banda Pulsação, enquanto “Velhos Cantando Atrasado”, é originalmente da banda Bandeira Federal. Ambos os artistas homenageados são de Brusque, valorizando a cultura do rock local.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=WEqNGFSlViU&w=560&h=315]